quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Certezas Líquidas

Sempre fora um caminho de certezas líquidas
 E com a sua liquidez decidiu se bifurcar
Dois caminhos, duas escolhas
Águas já conhecidas e densas
Águas à explorar, puras, límpidas
 Provei desta, águas que eram calmas
Águas que eram turbulentas...
Águas sobre as quais
Eu também fui deixando
Minhas marcas, meus pedaços
Meus destroços...
Águas as quais acabei por poluir
Logo após um braço
Daquele caminho esquecido
Voltar a me envolver
Braço que me puxou, reenvolveu-me
E assim eu deixei aquele feixe d'água
-que eu mesma encorpei-
Purificar-se sozinho
E agora, já envolvida, sofro
Pelo que fiz àquele rio virgem
Pelo que deixei de fazer a este rio
-Que agora me cerca-
Durante minha outra jornada...
Talvez, o melhor a ser feito,
Fosse mergulhar para sempre
Nas minhas próprias águas...

Ananda S.M.

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